AINDA SOBRE XI’AN

O que foi mais extraordinário foi chegarmos à cidade de Xi’an, antiga capital do império,  centro geográfico da China, numa data especial: o aniversário da Marta. O valor da equação espaço-tempo, a relatividade dos dois fenómenos, por si especiais, deram uma luz particular a esse dia. Estamos no centro da China, longe ao que chamamos casa, no dia 19 de abril. Dá para espetáculo.

Xi’an é uma cidade moderna, enorme, floresta monótona de prédios iguais que se arrasta por uma hora entre uma das estações de comboio e o centro, que corresponde ao perímetro de vários quilómetros feito pela muralha da ancestral cidade. Ao entrarmos no interior da muralha o frenesim da cidade moderna continua. As avenidas de cinco faixas em cada sentido mantêm-se, as lojas de artigos de luxo das várias marcas internacionalmente conhecidas, os edifícios de arquitetura inovadora. Mas desaparecem os monolíticos prédios e arranha-céus.

Ficámos alojados num hútong, os bairros mais tradicionais onde abundam as mercearias e comércio de rua e que sobrevivem aos gigantes de aço, cimento e vidro que devoram as redondezas. Bem localizados, com razão de festejar, depois de darmos entrada no quarto saímos para ir comer e fazer um brinde aos muitos anos de vida, passados e vindouros.

Tínhamos dois dias, em que um estava destinado a visitar os Guerreiros de Terracota. Aquele tem de ser, que por mais que se queira arranjar uma desculpa, não se consegue. E tivemos logo que descartar muitos pontos interessantes, pois só por si a visita ao local arqueológico, a cerca de 50 Km, levaria um dia. Mas não nos arrependemos. Estar num dos mais importantes achados arqueológicos do século XX, tão recente e historicamente tão rico é enriquecedor ao saber e à imaginação. De novo a perplexidade.

Assim, o primeiro dia foi deambular pelo centro histórico, Torre do Tambor, Torre do Sino e à noite no famoso Bairro Islâmico de Xi’an onde tudo se pode comer e se come um pouco de tudo. Para os habitantes locais um paraíso gastronómico, para os visitantes mais ousados um desafio, mas para todos uma festa aos sentidos e à imaginação.

Imagem | Esta entrada foi publicada em China. ligação permanente.

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