Das coordenadas, depois

Com o tempo começamos a reconhecer alguns sinais indispensáveis que nos tiram do rodopio, como o símbolo da estação de metro. Começa-se a perceber a geografia da cidade a partir dos seus subterrâneos. A gigantesca rede de metro distribui pontualmente os cidadãos pelas suas casas e serviços e algumas das linhas do metropolitano são circulares. Este pormenor, aparentemente sem importância, possibilita duas opções de viagem para o mesmo destino, em que à partida uma terá menos paragens que a outra, a não ser que se viaje para a estação que marque a mediana da linha no ponto exatamente oposto. No entanto, o mesmo número de paragens não significa a mesma duração de viagem. Aconteceu-nos uma vez este dilema, na linha 2, a linha azul. Sem acesso a internet e a mapas online ficámos uns minutos a viver a indecisão entre optar por um sentido ou pelo sentido inverso. Um minuto é uma quantia elevada de tempo para se estar indeciso numa estação de metro asiática e pode pagar-se por isso. A distância entre as estações no mapa do metropolitano não estará certamente à escala. Apostámos ir no primeiro que chegasse. Chegaram simultaneamente. Por pouco perdíamos o metro.

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2 respostas a Das coordenadas, depois

  1. Rick Anciães Baptista diz:

    Instantes decisivos, na viagem dentro da viagem…

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  2. Joao re diz:

    Conclusão. Viajar de metro exige que uma capacidade de orientação jigantesca. Não se percam.

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